14 de janeiro de 2010

Pela 4ª vez.

Estive com o G.
Como era de esperar, já passava da uma e meia da manhã, um vento e um frio desgraçado, mas a tua casa estava quentinha mal entrei. Só tu e o teu jeito de de me deixares fora de mim me fazem cometer loucuras. Não é certo, não devia de estar a acontecer. Mas quero-te tanto como tu me queres a mim. É tão errado, mas só eu sei como tremo quando passas por mim, quando à frente de toda a gente tenho de me conter, fingir que mal te conheço, ignorar e ficar na minha. Não é fácil de todo.
Estava com uma vontade doida de te beijar. Passava a noite toda nisso. Tocas-me de uma maneira tão leve, beijas-me de uma maneira tão intensa, o teu cheiro, o teu jeito...
Fomos a cambalear de beijos e apalpanços até ao teu quarto. Como eu adoro o teu quarto. Os teus perfumes todos dispostos na prateleira, o teu puff a condizer com a cama, os ténis ao lado da porta, o aquecedor virado pra nós, a mochila que já conheço à 3 anos pendurada ao lado do portátil. Como é que alguma vez eu iria adivinhar que iamos acabar os dois dentro do teu quarto, completamente loucos e incontroláveis, a despirmo-nos com uma vontade insaciável.
Quem diria que alguma vez iria beijar quanta perfeição de corpo. Pois não passas disso. É mutuo, eu quero-te, tu queres-me, mas no fim, ninguém vai saber, nada significou, só as paredes do teu quarto e as mensagens no telemóvel são as nossas testemunhas. Às vezes imagino-me contigo. Poder beijar-te à frente de toda a gente, ter um compromisso. É estranho. Mas quantas vezes me apetece. Todas as semanas, às terças e quartas de manhã, o meu coração bate mais rápido dos nervos, as minhas pernas tremem de desejo, e tu passas, como se nada fosse. Não podemos dar nas vistas. Tenho pavor que alguém perceba. Mas por outro lado apetece-me gritar a toda a gente o que se passa, poder dizer o que sinto quando me agarras à vontade. Mas não. Sabemos bem que não podemos.
Comeste-me como tu sabes, ao teu jeito. E eu adoro. Gosto de te mostrar que sei o que estou a fazer, e eu noto que tu o sabes, nota-se pelo teu desejo. Não quero que isto acabe. Quero abrir o portão de tua casa, subir as escadas e ser recebida com um beijo teu as vezes que forem precisas. As vezes que eu quiser. As vezes que tu quiseres. As vezes que nós quisermos.

2 comentários:

Alentejanito disse...

Tu lá tens as tuas razões para não poderes gritar bem alto akilo k sentes. Mas o dia de amanhã não sabes tu o k vai acontecer e como é lógico, tudo pode acontecer ;)
Beijos

Vontade de disse...

Há gente a quem não se sabe resistir...